Olá!!!!

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Quem sou eu?

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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Contadora de histórias e escritora de literatura infanto-juvenil. GOSTO de contar histórias, do pôr-do-sol no Gasômetro, de desenho animado, da Feira do Livro, da História do RS, das cores roxo, preto e branco, de melancia, saladas verdes e massas, de sair com os amigos, de passear com a família, da comida da minha mãe, de dormir tarde, de acordar mais tarde ainda e de viajar!!!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Curta metragem!!! O SEGREDO DA MOEDA

Oi, galera!
Como estão? Eu... com muitos projetos.
 O mais novo é um curta metragem, da história "O segredo da moeda", que está sendo desenvolvido pelos meninos do Napalm Stúdio. Aí embaixo uma das imagens do filme. Beijinho e até!







segunda-feira, 30 de novembro de 2009

De onde vem as ideias?



Ideia é algo esquisito. Essas dos livros então... são incontroláveis e... surpreendentes.
Escrever é diferente de ler. Tá, eu sei que não é novidade! Mas tô falando do que acontece com a gente. Quando estamos lendo, na cabeça, a história começa a acontecer... parece um filme... um desenho animado. Se há ilustrações no livro, imaginamos a partir daquela ilustração. Se o livro não for ilustrado, cada um cria a sua imagem... as suas ilustrações... o seu filme na cabeça.
Para escrever, acontece o contrário. O filme acontece antes. Eu imagino os personagens, o lugar e mais ou menos o que vai ter na história. O problema é que na maioria das vezes não controlamos os personagens. É sério!!! Eles tem vontade e liberdade para fazer as coisas. Quanto a mim, sou apenas aquela que descreve o que eles fazem... às vezes dou alguma ideia... outras corto o que eles estão fazendo. Assim vamos indo: eu... Beto... Fê... Miroca e os sobrinhos... o passarinho Mario... o Quero-Quero... e mais um montão de personagens que só aparecem numa história, para dar uma dica, e vão embora. Às vezes aparecem noutro dia, em outro livro, e aí acabam surpreendendo e fazendo sua própria história!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

BETO E FÊ... 5º livro!!!

Como prometi... o texto do livro novo... só o início!!!


Beijocas



(sem título... ainda!)

            Fernanda sentiu um nó no estômago. O guri de bermudão xadrez e boné verde SIMPLESMENTE TINHA SUMIDO dentro da maior livraria do shopping. Ela sabia que ele estava por perto. Ele sabia que ela estava de olho nele.

            Diante da imensa vitrine, Fernanda disfarçava. O olho rápido como o de um lince passeava de UM LADO PARA O OUTRO, sem virar a cabeça. Estava atenta. E não podia dar mole. Olhou o relógio e pensou em Beto. Haviam dividido as tarefas. Fé seguia o guri e Beto a jovem senhora. Dez minutos já haviam se passado. Faltava apenas cinco para que ela fosse encontrar Beto em frente à farmácia, no piso térreo. Precisava LOCALIZAR O SKATISTA. Precisava saber qual seria o próximo passo dele.

            O nó no estômago aumentou quando ela percebeu um reflexo no vidro. Alguém estava atrás dela. E antes mesmo que ela se virasse, ouviu a voz rouca.

            - Tem um trocado, menina?

            Fernanda virou-se e deu de cara com um sujeito muito mal vestido. Os olhos avermelhados saltavam na pele escurecida... encardida. OS CABELOS CHEIOS DE DREDS combinavam com o cheiro... ou melhor, fedor do moleton vermelho desbotado... e sujo! Fazia bastante tempo que aquele sujeito não tomava banho!

ASSUSTADA, mas sem perder o foco de sua missão, Fernanda respondeu ameaçadora.

- Dá um tempo... – e virou-se novamente para a vitrine. Por uns segundos ainda viu o reflexo do esquisitão na vitrine. 

Ele não disse mais nada. 
Saiu caminhando.

A missão de descobrir quem era o contato do guri, mais o susto que tinha acabado de levar, deixaram a guria quase sem ar. E, quando voltou a raciocinar, PERCEBEU QUE HAVIA ERRADO.  
- Ai, Fernanda! - falou com raiva de si mesma - Deixa de ser noob!!!
Noob... realmente, noob. Uma novata em espionagem. Imagina se um sujeito como aquele iria circular no shopping. Pior nem entraria ali! 
Virou-se rapidamente e só teve tempo de ver a cabeleira ir sumindo na escada rolante.

Aqui estou eu!!!

Oi, galera!

É com muuuuuuita alegria que escrevo aqui!
O livro já está pronto e é um grande sucesso.
Na foto acima o Fã nº1... ele foi o primeiro a chegar na Feira e ganhar o livro. Ficou um tempão na fila.
Dá uma lida na matéria.





A partir de hoje irei postar coisas sobre mim... sobre as escolas que visito... sobre vocês, leitores!
Mandem dicas e ideias. Vou adorar!!!

Ah, em março tem livro novo do Beto e da Fê. Ainda não sei o título, mas já tô escrevendo!!!!

 Beijocas

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

BETO E FÊ... 4º livro


O ÚLTIMO GUARDIÃO


Beto entrou correndo e passou pela porta da igreja. Imensa. De pedra. E pensando que ali seria encontrado muito fácil, correu para um canto ao lado direito. Na placa verde, espetada no chão, leu: batistério. É ali também não era um bom lugar. Espera! No alto! Uma fenda no encontro das paredes! Se ele escalasse... não era tão alto... Dois metros. Parecia escuro... Perfeito! Mas, e se tivesse alguma aranha por ali? Ele não era medroso mas... aranha? Ele não gostava delas! O barulho de passos que chegavam correndo fez com que ele se enfiasse no beco escuro. Azar! Ele precisava se esconder.
De onde estava não conseguia ver a porta da igreja. Era realmente uma fenda... No começou imaginou que era uma rachadura provocada pelo tempo. Pelo barulho percebeu que alguém entrou. Entrou correndo e rumou para o fundo. Silêncio absoluto. Mesmo assim Beto não tinha a menor intenção de sair dali. Nem vontade.
Percebeu que dois deles estavam na porta da igreja. Falavam baixo. Era a polícia! Mas ele não podia ser encontrado!!! E pensou que talvez fosse Fernanda quem tinha entrado antes. Que droga! Se tivesse visto teria chamado!
Sentiu um frio na barriga quando ouviu:
- Algo me diz que ele está aqui... em algum lugar!
- Que nada! Ele tá longe! Acho até que sumiu pra pousada! Melhor procurar as gurias... será bem mais fácil!
No escuro das ruínas de São Miguel Arcanjo Beto sentiu seu estômago dar duas voltas. Ele precisava achar as meninas. Não podia deixar que aqueles dois... que eles pegassem elas! Precisava despistá-los!
Prendeu a respiração e se preparou para descer e correr. Levaria os caçadores para longe dali! Longe das meninas.
Porém os dois foram mais rápidos e correram para o fundo da igreja. Ele sabia que uma das gurias estava por lá. E se fosse a Fê? Coitada da Bel!
Espera! Alguém vinha correndo pela frente. Estava na porta... Certo que era uma delas! E era!
Fernanda vinha desesperada. Não! Eles não iriam encostar nenhum dedo nela. Já tinha dado três voltas na grande ruína. Tinha medo de parar! Mas precisava. Rumou para a lateral da esquerda e foi dar no batistério. A mesma placa espetada no chão e nenhum lugar para se esconder.
Lá de cima Beto viu Fernanda se aproximando e a cara de decepção por não encontrar nada ali. Viu seu desespero quando os guardas falaram mais alto. Eles estavam ali... bem perto.
Como um tigre sorrateiro, Beto ficou esperando que ela virasse de costas. Não queria que ela se assustasse e... gritasse! Lembrou dos filmes e em como os heróis escondiam e salvavam a mocinha. E, quando ela virou, sorrateiramente pulou e enfiou a mão na boca.
Fê arregalou os olhos sem saber o que acontecia.
- Xiiii! – fez ele no ouvido dela enquanto a puxava para a parede – Sou eu!!! Sou eu!!!
Respirou aliviada. Que bom que era o Beto... tri bom! Então eles escalaram a parede... primeiro as damas... com direito a pezinho e tudo. Depois ele.
Aquele lugar era mais apertado que um túmulo. Parecia um sarcófago! Mal tinha lugar para um!
Ele sentiu o cheiro dela e pensou que era o melhor cheiro do mundo! Ela imaginou que ele poderia ser um anjo da guarda! O dela.
Mais uma vez o silêncio. Tão grande quanto a igreja. A respiração e... um grito! Era a Bel.
- Ai... me soltem! Tira essa mão gordinha de mim, Toninho ! – gritou ela enfrentando os dois.
- Não tem jeito, mocinha ! – disse ele como se realmente fosse um policial – A senhorita está presa. Tem direito a ficar calada e tudo o que disser poderá ser usado contra a senhorita no julgamento! – e olhando para o Toshio.
- Detetive Shoio! As algemas!
Toshio não agüentou:
- Fala sério, Antônio. Shoio? Isso não é nome de guerreiro!
- Tá, Toshio, tá... foi a primeira coisa que eu lembrei. E as algemas?
- Ai, senhores... não é necessário! Ficarei com vocês!
No beco, Beto e Fê riam do que ouviam. Shoio? Shuashuashua... Ouviram quando Antônio gritou:
- Tá legal! Eu desisto... podem sair! Eu sei que vocês estão aqui... em algum lugar!
- É amigos... chega de Polícia e Ladrão! Tô cansadinha!
Beto e Fê ouviram os amigos chamando.
- Melhor descer, né! – disse ela pensando que poderia ficar ali o resto da vida.
- É... melhor!
Beto pulou na frente. Fê, de costas, começou a deslizar pelas pedras. Firmava os pés e as mãos nas pedras mais salientes. De-va-gar! Uma vontade de escorregar... Ainda bem que ela olhou para baixo! O Beto já estava na porta da igreja, acenando com os braços. Ai... que mongolão!
- Ou... aqui!
E os outros chegaram correndo. Antônio quis saber:
- Aí... vocês foram onde?
- É... – falou Toshio – onde?
Fernanda, que já estava cansada, foi quem respondeu:
- Muitos... muuuuuitos lugares! Quer saber – continuou lembrando que talvez o Beto não “tava nem aí” pra ela – melhor ir pra lá!
E pensou que nem parecia último dia do ano. Não passava de uma quarta-feira qualquer.
Ninguém entendeu. Deve ter lembrado da mãe, pensaram eles.
To be continued...