"ESTOU AQUI! Sempre à tua espera!"

Quem sou eu?

Minha foto
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Contadora de histórias e escritora de literatura infanto-juvenil. GOSTO... * de contar histórias * do pôr-do-sol no Gasômetro * de desenho animado * da Feira do Livro * da História do RS * das cores roxo, preto e branco * de melancia, saladas verdes e massas * de sair com os amigos * de passear com a família * da comida da minha mãe * de dormir tarde * de acordar mais tarde ainda * de viajar!!!

Adoro visitas!!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

BOA TARDE AMIGOS LEITORES!


"Quero voar lá em cima
Nas estrelas do céu!
Falar um poema
Brincar de passar o anel.
Quero ir à escola... ao museu!
Quero deitar na grama
E sonhar com um lugar só meu!"

Poesia Infantil e Educação Inclusiva
Autora: Léia Cassol
Ilustrações: Giana Lorenzini

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012






Léia Cassol - história de quem... conta história!
www.youtube.com
Um pedacinho da entrevista com a Ivette Brandalise, no Primeira Pessoa, na TVE, dia 09 de jan.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Lançamentos e Sessão de Autógrafos - 57ª FEIRA DO LIVRO DE POA

Queridos AMIGOS LEITORES!
Acho que já posso chamá-los de amigos.
Até porque já estamos juntos há 8 anos. Puxa, nem eu acredito!
Ontem, muitos foram ao lançamento do 6º livro da Col. BETO e FÊ : O Código da Luz!
Muitos foram pacientes, alegres... os pais foram maravilhosos e esperaram com os filhos na longa fila que se formou para receberem um dos 100 exemplares.



Outros compraram os livros e também foram para a longa fila de autógrafos!
Fã nº1
Para todos o meu carinho e o meu MUITO OBRIGADO.
Obrigada por estarem lá e fazerem parte da história da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre.
OBRIGADA por SEREM PARTE DA MINHA VIDA!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011



OLHA QUE LEGAL!


A EDITORA CASSOL RESOLVEU BAIXAR O PREÇO DOS LIVROS. OS LANÇAMENTOS PETIPOÁ, A BELA BARATINHA E A MENINA DO CABELO ROXO IRÃO CUSTAR RS10,00.


 O CÓDIGO DA LUZ, DA COLEÇÃO BETO E FÉ, SERÁ R$20,00 (OS OUTROS DA COLEÇÃO, JÁ COM DESCONTO SÃO R$ 26,00). 


ESTAREMOS NO ARMAZÉM A - STANDE Nº 01 - NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE.







sábado, 15 de outubro de 2011

LIVROS NOVOS!!!

Lançamentos em breve na 57ª Feira do Livro de Porto Alegre

"PETIPOÁ"



"A BELA BARATINHA" de LÉIA CASSOL

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SANTA CRUZ DO SUL - COLÉGIO MAUÁ








Quer ver mais fotos? Acesse o Facebook da Léia Cassol
       AGENDA LÉIA CASSOL   -  Outubro- 2011
Domingo
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
02
03
Colégio Mauá


04
Esc. Colorindo o Aprender


Esc. Fátima Sapucaia


06
Três Coroas


07

08
09
10
IEL- Nova Hartz

Felipe Camarão


11
Novo Hamburgo


12
Livraria Nobel

13
Projeto Cachoeirinha
Papa João XXII
EMEF Lampadinha

EMEF José Victor de Medeiros
EMEF Profº
Ivo Antônio
Rech
14
Marista Assunção

15
16
17

18
Campo Bom


19
Nova Bassano


20
Nova Bassano


21
22
23
24

25
Feira do Livro de Porto Alegre
26
Feira do Livro de Porto Alegre
27
Feira do Livro de Porto Alegre

Evangélico Panambi


28
Catuípe

Abertura da Feira do Livro de Porto Alegre
29
Feira do Livro de Porto Alegre
30
Feira do Livro de Porto Alegre
31
Feira do Livro de Porto Alegre

Projeto “ A feira vai até você” – Hospital Santo Antônio







domingo, 18 de setembro de 2011

ACAMPAMENTO FARROUPILHA 2011

Este ano voltei ao Acampamento Farroupilha. Pelas manhãs, acompanhada de meu fiel violonista Jonny, encantei a gurizada no Galpão RBS.
O tema dessa grande brincadeira era as raízes do povo gaúcho.

Hoje haverá uma apresentação extra de saideira:                                                     


Convite!!


 Hoje tem mais HARMONIA!
Apareçam. Será uma ALEGRIA!
Ás 16h no Galpão da RBS. 
BOI BARROSO e MARIETA.
Duas histórias para alegrar o dia!!




sexta-feira, 22 de julho de 2011

6º Livro BETO e FÊ

O CÓDIGO DA LUZ!!!

Já passava da meia-noite quando Beto, Fê, Antônio, Toshio, Bel e Fabiano chegaram em frente à catedral. No entanto, duvido que alguém os reconheceria naqueles disfarces. As aulas de teatro do Antonio estavam realmente servindo para alguma coisa e aquele figurino de mendigos haviam ficado perfeitos. Eles chegaram e sentaram-se na escadaria da catedral. Conversando....  mas não fazendo muita zueira, que era para não chamarem a atenção dos guardas do Palácio Piratini.
                O mais difícil agora era como entrar lá na Sala Farroupilha, aquela que tinha a porta secreta.  Mas como ter acesso às passagens secretas?  Sabiam que ali na catedral havia uma delas.  Ficava atrás do Túmulo de Dom João Becker. Ele era o carinha que havia começado a construir a catedral em 1921, justamente quando o palácio havia sido concluído. A passagem ficava atrás da lápide dele.
                Talvez, fosse melhor, eles entrarem  pelo  Solar dos Câmara! Pular a grade, passar pelos seguranças, quebrar aquela porta do sec. IXX , entrar no baú da Viscondessa de São Leopoldo e descer as escadas secretas....  Impossível...  e muuuuuuita mão!!!
                E se eles voltassem lá no Monumento ao Expedicionário? Talvez ainda se lembrassem do trajeto que haviam feito anteriormente quando estiveram na Sala Farroupilha da primeira vez, no  Segredo da Moeda? Foi quando caíram naquela portinhola e enfrentaram túneis escuros, e lesmas, e escadas... A próposito,  a escada não estava mais lá!!!  Ela desmoronou naquele mesmo dia. Ai, ai... também não dava!
                - Aí, galera! – falou Antônio daquele jeito de Antônio mendigo, debochando – E  se a gente cavocasse, fizesse um buraco...  sei lá!
                A turma se olhou.  Tudo bem! O Antônio era o Antônio. E não podia se espera muita coisa séria dele...mas era um momento sério. E cavocasse?
                - Ai, Tôninho... Qual  é? Tirando onda assim?
                - Tá¸princesa Bel,  foi mal... aí... ó.
                E  saiu de perto da galera. Aliás já estava na hora. O Antônio só estava ratiando, ultimamente.  Desde a  casa do Beto até ali que ele não dava uma dentro. Se não fosse pelo  figurino ...  Já era! E foi quando ele saiu de perto da galera e foi sentar na outra escada, a que ficava ao lado, que ele se salvou o dia, ou melhor: A NOITE!
                Ele estava lá, meio emburrado, atirado...  se espixando pra trás, e se escorou na porta. Tipo “tô nem aí pro mundo”. “Que se explodam  todos vocês.” E não é que portão de ferro tava aberto? Pois é! Agora não me pergunte por quê? Só sei que quando ele se escorou o que a galera ouviu foi aquele nheééééeé...
                Imagina!
                Só deu neguinho pulando!
                Primeiro de susto. Depois de medo. E depois... de pavor! O primeiro foi o Toshio
                - Quem deixou isso aberto?
                - Sei lá! Mas já que tá aberto... – falou Beto pegando na mão da Fê e já indo até o portão.
                Antônio abriu os braços e saltou na frente do portão:
                - Alto lá! Eu que abri... eu que sei... eu que entro... eu que...
                Que eu que. Adivinha se a Fê esperou ele terminar? Passou pelo lado e empurrou o portão.
                Menos de trinta segundos já estavam todos lá dentro. Inclusive o descobridor do portão.
                Bem agora faltava a outra porta. Porta pesada. De madeira talhada e que... Que estava aberta!             Pois é, enquanto Fabiano sugeria explodir a porta e Beto protestava porque era patrimônio, e apontava a grade que havia a cinco metros acima. Seria melhor escalar. Quebrar o vidro e passar por lá.  Quero lembrar o leitor que eles faziam tudo isso cochicando pra não chamar a atenção de ninguém e que o Antonio ainda estava reclamando  por terem passado por ele e as gurias, bem.... elas tentavam acalmar os guris. Concorrência.
                O Toshio que estava sempre sobrando no barraco acabou com o bochincho.
                - E se a gente passasse pela porta mesmo... tá aberta.  – apontou.
Espera aí... alguém estava facilitando a entrada. Mas a euforia era tanta que eles nem se importavam... a não ser Beto.  Tinha a nítida sensação que alguém estava observando. E estavam
                Alguém que abriu o portão, que abriu a porta e agora estava escondido atrás da coluna de basalto rosa. E também  estava esperando que  eles entrassem um a um entrasse no túmulu de Dom João Becker... passassem  pelos restos do  caixão podre, vissem  os ossos e crânio daquele que deu início a construção da catedral metropolitana e saíssem novamente num túnel... Túnel que liga a Catedral metropolitana Nossa Senhora Madre de Deus a Sala Farroupilha... SECRETA...  PERDIDA NO TEMPO... e PROCURADA POR MUITOS!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PAPEL MACHÊ

Fiz um barco de papel
E fui com ele pro mar
Botei dentro um sonho
COMECEI A COCHILAR!

O barquinho se embalava
Mundo aberto só pra mim
Mas papel não vive n’água
Que medo agora ... é o fim!


Sonho afundando molhado
Era uma vez um barquinho
ACORDEI! O papel molhado 

Papel machê - Fiz um passarinho!


 Poema: Léia Cassol / Ilustr.: Wagner Passos  
 Colaboração: Vitória Mealho

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Hoje!

Nem sempre aquilo que sonhamos é o que acontece. Isso ocorre porque as nossas realizações não dependem só de nós, mas também dos outros e de mais um montão de coisas que podem interferir, desde uma chuva, para atrapalhar um passeio ou até uma doença grave, que acaba atrapalhando toda a família.
Na minha vida isso também é assim. Tenho vários sonhos, vários meeeesmo. Sou uma IDEIOTA. Estou sempre mirabolando alguma coisa. Mas, nem sempre é possível por em prática... fazer acontecer. E isso às vezes me deixa triste. Beeeeeem triste. O bom, é que como tenho muitas ideias, logo aparece outra para substituir a tristeza que eu estava sentindo e já fico animada novamente. Agora, de onde vem minhas ideias? Da galera! Do dia-a-dia nas escolas. Dos bate-papos legais e claro do grande desejo que tenho de saber sempre mais. Beijo galera!



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Motivar à leitura!

 Ontem recebi um e-mail de uma dedica professora do município de Cachoeirinha. Ela conta em poucas palavras que estão se divertindo com as histórias e aguardando minha visita na Feira do Livro da Escola Castro Alves. Ah, e mandou fotos das produções que já estão sendo realizadas.

Isso é motivação!  É querer, fazer, mobilizar e participar ativamente da proposta. Estar inserido no projeto. Fazer parte dele. SER não só exemplo, mas a proposta em si. Curtir, brincar. Por que não?

Incentivar é diferente. É viabilizar. Promover. Possibilitar a ida dos autores até as escolas. A prefeitura de Cachoeirinha, através das ações desenvolvidas pela Secretaria de Educação, está incentivando a leitura com o projeto Livro Lido. Projeto forte, eficaz e acima de tudo, envolvente. E é justamente esse projeto que esta possibilitanto a minha ida à essa escola. Que legal!

Obrigada à professora Adriana Lessa, que com tanto carinho me enviou as fotos. Obrigada aos profissionais da educação envolvidos nesse lindo projeto e que me deram a chance de participar dele.

Estarei com vocês não pelo trabalho, mas pela motivação que temos: A ARTE E A EDUCAÇÃO!!!

Quero ser criança sempreeeeeeee!!!!!

Bj da Léia Cassol

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MINHOQUICES

Quando se é contadora de histórias, sejam elas orais, 
escritas ou cantadas... 
tudo se torna uma grande brincadeira. 






A verdade é que com esses pequenos a imaginação vai além do livro.                               


Ela passa pela emoção, pelo coração e vira transformação. 




Deve ser por isso 
que amo tanto o que faço 
e que estou sempre 
cheia de minhocas na cabeça!


Acima e ao lado Nível II e Prof Graziela - Col. Gustavo Adolfo - Lajeado - RS
                                                                                                                                                           

quinta-feira, 26 de maio de 2011

E no jornal de Bento Gonçalves...

A vida é feita de histórias!

É verdade!
Vivemos contando histórias.
Umas que realmente aconteceram. Que são fatos.
Outras que inventamos por brincadeira ou ficção e ainda tem aquela... mentirinha.
Tudo são histórias.
A verdade é que a comunicação está presente e faz parte do homem desde sempre.
Primeiro com gestos e grunhidos e depois... a fala.
A partir dela desenvolvemos uma língua e um código escrito.
E com esse código chegamos aos livros.

POR FALAR NISSO...

Palavras!
Cuidado com as palavras;
Com as que dizes e, 
Principalmente
Com as que escreves.
Dedicatórias
Cartões
Cartas de amor,
Com o passar do tempo
Podem virar epitáfios.

Mas, e os poemas?

Bem, esses não têm destinatário.
Seu endereço são as estrelas,
Qualquer rua
Qualquer bairro
Qualquer lugar...
Em qualquer tempo.

Por falar nisso
Quem sabe o CEP da eternidade?

(Poema POR FALAR NISSO de Colmar Duarte - parte integrante da obra O Jardineiro Cego & Mamboretá - Ed. Movimento, Porto Alegre)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Rio Grande e eu

Frequentemente as pessoas me perguntam "por que uma paranaense fica escrevendo sobre o Rio Grande do Sul?".
Eu respondo: "por causa do meu olhar!"
Não que tenha um olhar mais bonito do que o das gurias que nascem por aqui, não é isso. Tampouco tenho olhos mágicos, desses capazes de ver além do que pode ser visto!
Meus olhos são, na verdade, alimentados diariamente pelas grandezas dessa Terra. Que assim, de um jeito simples, sem volteios, conseguem arrancar do peão, rude, laçador, versos de ternura, recuerdos de valor!

Eu, Léia Cassol, NÃO sou daqui. MAS AMO essa Terra! ADMIRO sua história e cultura. RESPEITO sua gente!

Não se pode amar e cuidar aquilo que nos é desconhecido!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Roxo violeta cor de sagu

A porta da livraria amarela, com bonecos pintados na parede da fachada, encostou cinco minutos depois do previsto, exatamente às dezoito horas e cinco minutos. No fim daquela tarde de início de outubro, alguns clientes se movimentavam para apressar suas compras e sair da livraria Cassol, situada na frente do tradicional Colégio Marista Champagnat, na movimentada Avenida Bento Gonçalves. Ali, trabalham nove colaboradores, além de seis estagiários. Neste dia e horário, restavam umas cinco pessoas, que organizavam o local e fechavam o caixa.

Uma jovem atendente, que aparentava estar no auge dos vinte anos, foi abordada sobre Léia. “A Cassol?”, investigou com surpresa e fez uma pausa, “ela não costuma vir aqui, não sei falar sobre ela” e apressou-se em sair, pois tinha um compromisso marcado para dali trinta minutos. Alguns segundos depois a porta se abriu e Ederléia Nagel dos Santos Cassol, conhecida como Léia Cassol, entrou. Subiu as escadas em ritmo acelerado e sentou à mesa de uma salinha, no andar de cima. Ali, haviam poucas pessoas, entre elas seu marido Gilmar Cassol e seu filho caçula, Luigge, de dez anos.

Aos 35 anos de idade, Léia era uma mulher de aspecto jovem. Parecia ter no mínimo cinco a menos, consequência da maneira de vestir-se, alegre, quase infantil. Com estilo despojado, usava blusa xadrez colorida, com cores fortes e vivas, como amarelo e rosa pink, calça jeans ligada ao corpo de 1,57 metro de altura. Seu cabelo estava realçado pela tinta roxo violeta, seu rosto apresentava pouca ou quase nenhuma maquiagem e sua expressão, outrora atenta, agora estava risonha. Ela começou a falar de si mesma.

Natural de São Miguel do Iguaçu, no estado do Paraná, seus pais trabalhavam em uma lavoura. Ela costumava torcer para que chovesse, pois quando a água caia do céu, era anunciada a alegria da menina. Nesses dias, o pai ficava em casa, dedicado a satisfazer o desejo daquela criança: ouvir histórias.

Cresceu em meio a livros, este era seu presente favorito e seus pais compravam todos que ela desejava. Viviam bem de vida, ela tinha tudo que queria - do bom e do melhor. Era filha única, sua irmã ainda não tinha nascido, assim, todas as atenções e mimos da casa, destinavam-se a ela. Mas não foi sempre assim. De uma hora para a outra, seu pai começou a ir mal nos negócios, então, decidiram se mudar de casa, de cidade e de país. O destino escolhido foi o Paraguai, lá o pai de família ainda tinha terra. Não pensaram duas vezes, se foram de muda.

A menina, que agora já era uma adolescente de 13 anos, levou tudo que tinha de mais precioso: sua diversa coleção de livros. No Paraguai não tinha muito o que fazer, nem lazer, nem estudo. Os livros eram sua diversão e faziam companhia nas horas solitárias. No Brasil, havia estudado até a 8ª série, motivada pela professora Edna, que a doutrinou por quatro anos consecutivos. No exterior, ficou sem estudar. Tornou-se amiga do padre Julio Soster, com quem mantêm relação de carinho até hoje. Graças a ele, foi inserida na comunidade onde viviam e ganhou prática na língua espanhola. Conseguiu convencer seu pai a deixá-la morar em Porto Alegre, sozinha, com a mãe do religioso.

Lá se foi, bem contente e realizada. Desde aqueles tempos já era uma pessoa independente e mesmo sentindo saudades da família, se virava bem sem ela. Poucos meses depois da chegada à capital dos gaúchos, conseguiu serviço em uma editora, – era datilógrafa – e também voltou a frequentar salas de aula, para cursar o 2º grau. Léia queria ser médica, mas com o tempo, deixou o sonho de lado. Neste período conheceu Gilmar, no início eram bons amigos. Passaram quatro meses na amizade colorida, mas logo assumiram o namoro, que durou aproximadamente dois anos.

Uniram-se através do casamento e constituíram uma família, formada por Gisella, a primogênita de 16 anos, espoleta e desinibida como a mãe, Thomas, de 14 anos, mais centrado e interessado em música, e Luiggi, de 10 anos, que serve como avaliador do conteúdo infantil da livraria - tudo que chega de novo ele olha e dá sua opinião. Os filhos estudam na escola que fica na frente da livraria. Gilmar administra a editora e é responsável pelos filhos. Enquanto Léia trabalha com crianças, histórias e livros.

Ela atribui ao destino, o fato de ter entrado na literatura infantil. Tudo começou enquanto organizava feiras de livros em escolas pequenas, pela editora na qual seu marido trabalhava. Tinha contato com inúmeras obras e usava o tempo vago para ler o que podia. Conhecia muitas histórias e livros, assim indicava leituras para as crianças.

Léia resolveu se arriscar na ficção em 2003, escrevendo seu primeiro livro Um Dia Especial, inspirado na melhor amiga de infância, Fabíola; a obra também apresenta as belezas e encantos da cidade de Porto Alegre. Ela seguiu esse caminho e hoje tem quase 20 livros publicados. Léia gosta das suas criações de maneira idêntica, “Meus livros, são como os filhos, a mãe sempre gosta de todos da mesma maneira”. Mas Um Dia Especial, teve um brilho peculiar para os leitores. É seu maior sucesso e já vendeu 35 mil exemplares.

Muitas das crianças da cidade, menores de 12 anos, já leram seus livros, já ouviram falar dela e quem a viu, não esqueceu. Léia lembra uma boneca de pano, destas que qualquer menina gostaria de ter, porque tem jeito de amiga que está sempre disposta a brincar. Com as crianças Léia se sente em casa, a vontade o bastante para transformar suas histórias em peças de teatro, em músicas e danças com direito a coreografias e brincadeiras sem fim. Ela sobe na cadeira, fala o que vem à cabeça, dança sem constrangimento, faz as crianças rebolarem, se soltarem, para entregarem-se a história que ela se propôs a contar.

Passa a maioria de seus dias nas salas e auditórios dos colégios, em meio à garotada. Durante a época das feiras de livros, quase não para em casa, está continuamente participando de feiras na capital e nos municípios vizinhos. Com eles, se sente bem, faz o que gosta. Prefere escrever para as crianças, do que para os adultos. “Gosto desta sinceridade marcante entre os pequenos, eles falam o que sentem, e ainda participam, Os adultos dificilmente vão expor suas opiniões e ainda podem sair falando mal.”

A rotina de Léia também é composta pela faculdade de História – ela está no 2º semestre. Após ter se formado em Letras em 2006, resolveu continuar estudando, para atualizar seus conhecimentos. Quando consegue fugir da correria do dia a dia, gosta de assistir filmes de aventura e animação, catar relíquias em sebos, comer doces, dançar em festas e ler alguns dos seus autores favoritos: Edgar Allan Poe e Guy de Maupassant. Entretanto, também gosta de Pedro Bandeira e Ruth Rocha.

Atualmente a autora vive sua melhor fase profissional. Após ter fechado um contrato com o periódico gaúcho Zero Hora, passou a contar histórias tradicionalistas nas páginas do jornal, durante a Semana Farroupilha. Isso trouxe mais visibilidade ao seu trabalho e maior reconhecimento por parte dos organizadores das feiras de livros. Agora todos querem que ela participe das feiras. Léia reconhece que sua aparição no jornal trouxe um aumento significativo nas vendas dos livros. Por conta da parceria, a escritora está lançando sua obra mais recente, pelo RBS Publicações, Marieta em coração de namorado.

Ela comemora seu momento: “Melhorou mil por cento”. Às vezes, em meio a multidão que está habituada, fecha os olhos por alguns instantes, para agradecer a Deus pela realização com a carreira. A editora Cassol cresce com cada leitor mirim que Léia conquista. A contadora de histórias celebra o tempo de progresso, assegura amar o que faz, e aspira continuar no ramo por muitos anos.

Frequentemente é indagada por sua legião de fãs: “Léia, porque seu cabelo ficou desta cor?”, ela apressa-se em responder, em tom de cochicho: “Ficou assim, porque comi muito sagu”. Indo por esta lógica, há dois anos, Léia comia muitas cerejas e anteriormente, muito doce de laranja. Léia pinta o cabelo e veste-se de modo alegre, para diferenciar-se dos demais escritores infantis e ganhar a atenção dos pequenos, que adoram novidades.

Perfil de Léia Cassol – by Alice Klein

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

As aventuras de Beto e Fê

O COFRE DE TRÊS SEGREDOS!!!

Duas horas da manhã.
         O cansaço tentava fechar os olhos de Beto, mas ele não permitia.
         Já fazia quase três horas que ele estava testando aquele monte de chaves e nenhuma delas abria o cofre. E se fosse tudo mentira, um delírio de Carlos Balhatim.
         Com o canto do olho, Beto deu uma olhada em Fernanda, que continuava desmaiada no sofá de couro marrom. Ele respirou fundo tentando entender o que acontecia.
         - Vamos, guri... Você é muito mole! - gritou o velho enfurecido e batendo o pulso na mesa. - Logo se vê que não é daqui. Seu... Seu...
         Beto levou um susto e voltou a testar as chaves. As mãos tremiam. O desespero maior era ver que deveriam haver mais de mil naquele baú.
         Na mesa ao lado, Carlos Balhatim, um burguês falido que morava em Pelotas, esperava ansioso pelas coisas que tinha dentro do cofre. Ele era o único herdeiro de um estancieiro de Piratini. Ele é a perfeita soma entre o não saber fazer nada e o saber gastar muito. Em menos de dois anos já havia perdido as duas fazendas de gado mais onze imóveis na cidade de Pelotas, que havia herdado do pai.  Até o casarão antigo, onde estavam naquele momento, ele já havia perdido. Tinha até o final da manhã para desocupá-lo. Perdeu os bens nas mesas de jogos e a família nas brigas diárias. Sujo, sozinho e pobre. Aparentava ter muito mais do que os quarenta e cinco anos que realmente tinha. Sua última e única chance era : o cofre.
         - Sabe, Beto... - disse o estranho. A voz rouca, o risinho debochado e o olhar perdido davam um ar de filme de terror - É Beto seu nome, não é? 
         Ele não respondeu. Com as mãos tremendo, Beto continuou testando as chaves.
         - É sim... Eu sei que é. - falou o homem debochando - Eu vi quando ela gritou desesperadamente seu nome. Beto... BEto! - disse imitando a voz da Fê - Ela é... é sua namorada?
         Silêncio.
         - Ora, ora, ora... Não quer falar, não é? - Bem... - disse ele levantando-se e indo para perto do sofá - Se ela não é sua namorada, então...
         - Não! - gritou Beto - Por favor. Ela... Ela não é minha namorada, mas... Mas é minha amiga.
         O velho parou e ficou olhando para ele. O sorriso debochado fazia parte dele. Era um sujeito feio, sujo, com uns dreads no cabelo. A voz rouca e a falta de dentes ajudavam a implantar o terror. E o lugar onde estavam, úmido e escuro tinha um cheiro estranho. Um cheiro podre misturado ao cheiro das muitas velas que derretiam: cheiro de morte.
         - Tá, ta... Não vou fazer nada... ainda. Só depende de ti! Tô esperando. Ligeiro, guri!
         E sentou-se novamente à mesa.  Fixou os olhos num livro antigo, de capa dura e vermelha que estava ao lado da faca que antes ele trazia nas costas.
         Beto aproveitava  a ausência parcial do sujeito e ia testando as chaves o mais depressa  que podia. Ao mesmo tempo, enquanto ia empilhando as que não serviam em cima do cofre, ele aproveitava para observava o lugar. No canto direito, atrás da mesa, uma porta fechada. Certamente estava trancada. Do seu lado esquerdo, bem acima, uma janela com uma grade de ferro. A largura e o formato da janela, mas larga dentro, do que fora, mostravam que ali havia sido uma senzala.  Abaixo, na mesma parede da janela estava encostado o sofá onde Fê estava. Ao lado, atirados numa pilha, vários livros. Fora isso só o cofre. Cofre antigo, com mais de um metro de altura e três aberturas. Três chaves... Duas já estavam no lugar. Faltava uma. E era justamente o que Beto estava procurando.


4ª série do Col. Marista Pio XII - Novo Hamburgo!!!

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Em Porto Xavier... Feira do Livro!!!

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Cristo REDENTOR!!! - Uma escola pra lá de especial!

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Eu me apaixono fácil, fácil!!!

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